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Showing posts from December, 2011

Neve (a)

Batem leve, levemente, como quem chama por mim... Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim... É talvez a ventania; mas há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho... Quem bate, assim, levemente, com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, nem é vento, com certeza. Fui ver. A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria... Há quanto tempo a não via! E que saudade, Deus meu! Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa, os passos imprime e traça na brancura do caminho... Fico olhando esses sinais da pobre gente que avança, e noto, por entre os mais, os traços miniaturais de uns pezitos de criança... E descalcinhos, doridos... a neve deixa inda vê-los, primeiro, bem definidos, - depois em sulcos compridos, porque não podia erguê-los!... Que quem já é pecador sofra tormentos.....

Solitária consciente.

Boas estimados leitores, preparados para outra dose de desabafo? Conseguem suportar tanta irregularidade num só ser? Ou será mesmo meu comportamento normal. Parece-me a mim, que escrevo como um desabafo defensivo, para equilibrar o meu comportamente e assim escapar ao erro, ainda não defini bem o que vou escrever mas pode ser, a partilha e coragem, quando falo em partilha obrigatóriamente existirá um receptor no outro final, e por isso terei de conquistar, fazer, procurar 1 ser de alguma espécie para compartir o que seja, indirectamente eu faço-o, mas directamente muito menos.Eu sei que compartir é viver e isso é algo que procuro, viver junto de outras pessoas, não me sentir só, creio que a emoção preenche-me e estimula-me, parece um pouco vazio estes dias, e em especial nos sábados porque no subconsciente penso naqueles que se vão divertir das mais diversas formas, se calhar tenho de fazer algo para conquistar esses momentos e aí é que vem a coragem, mas porquê chamar-lhe coragem, po...